Leonardo prevê acordo de joint venture até o fim de junho
A Leonardo espera firmar a joint venture de sua unidade de aeroestruturas até junho. O projeto busca revitalizar a divisão e ampliar a carteira de produtos.
O conglomerado de defesa da Itália[Country:{\"assets\":{\"country\":\"IT\"}}] Leonardo S.p.A.[Symbol:{\"assets\":{\"symbol\":\"LDO.MI\"}}] planeja concluir o acordo de joint-venture para sua divisão de aeroestruturas até o final de junho. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia nesta quarta-feira, marcando um passo decisivo para a unidade que busca superar um período de prejuízos e estabilizar suas operações globais. A empresa, que é controlada pelo Estado italiano, mantém negociações há mais de 14 meses com um parceiro estratégico. Embora a identidade do investidor não tenha sido divulgada oficialmente devido a cláusulas de confidencialidade, fontes do setor e a mídia internacional apontam para o fundo soberano da Arábia Saudita[Country:{\"assets\":{\"country\":\"SA\"}}]. A nova estrutura societária começará com uma participação de 50% para cada lado, um modelo desenhado para garantir a confiança de clientes fundamentais. A Leonardo indicou estar disposta a reduzir sua fatia no futuro, dependendo do cumprimento de metas de desempenho e dos resultados alcançados pela nova entidade. A unidade de aeroestruturas desempenha um papel vital na cadeia de suprimentos global, fabricando componentes para gigantes como a Airbus SE[Symbol:{\"assets\":{\"symbol\":\"AIR.DE\"}}] e a fabricante sediada nos Estados Unidos[Country:{\"assets\":{\"country\":\"US\"}}] The Boeing Company[Symbol:{\"assets\":{\"symbol\":\"BA\"}}]. O negócio foi duramente impactado por interrupções na Boeing, que responde por aproximadamente metade do volume de pedidos da divisão italiana. Contudo, as perspectivas estão melhorando. O CFO da Leonardo, Giuseppe Aurilio, observou que o aumento na cadência de entrega dos jatos 787 da Boeing — que deve subir de quatro unidades mensais no início de 2025 para sete até o fim do ano — traz maior previsibilidade e robustez ao plano de negócios futuro. > "No início, a empresa será 50-50 – isso é muito importante para a confiança dos clientes da unidade, parceiros importantes como a Airbus e a Boeing", afirmou o CEO Roberto Cingolani em teleconferência com analistas. O plano estratégico visa colocar a nova empresa entre as três maiores do setor aeroespacial global. O projeto inclui a expansão do portfólio de produtos, a criação de postos de trabalho e a construção de uma nova planta industrial no país do parceiro, facilitando a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de novas atividades produtivas. Apesar do otimismo, o fechamento definitivo do negócio depende de autorizações políticas e da validação de incentivos governamentais no país do investidor. Originalmente previsto para o final do ano passado, o cronograma foi ajustado para garantir que todas as condições regulatórias e diplomáticas sejam plenamente atendidas.









