Sindicatos japoneses pedem aumento salarial de 5,94%

A Rengo busca reajustes para enfrentar a inflação e a falta de mão de obra. O movimento apoia a normalização da política monetária pelo Banco do Japão.

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A maior central sindical do Japão, a Rengo, informou nesta quinta-feira que seus sindicatos filiados estão pleiteando um aumento salarial médio de 5,94% para as negociações de 2026. O anúncio reforça o forte ímpeto nas conversas anuais entre trabalhadores e empresas, um processo acompanhado de perto por formuladores de políticas econômicas. Embora a demanda seja ligeiramente inferior aos 6,09% solicitados no ano anterior, o índice reflete a inflação persistente que pressiona o orçamento das famílias e a escassez crônica de mão de obra em uma sociedade que envelhece rapidamente. Essa falta de trabalhadores tem forçado as companhias a elevar a remuneração para atrair e reter talentos. A meta estabelecida pela Rengo para 2026 era de um aumento de pelo menos 5%, incluindo uma elevação no salário base de no mínimo 3%. O salário base exclui os aumentos anuais automáticos baseados em senioridade já previstos nas escalas de pagamento. No ano passado, as empresas japonesas concordaram com um reajuste médio de 5,25%, o maior em 34 anos e o terceiro ano consecutivo de crescimento robusto. Um aumento salarial generalizado é considerado um requisito fundamental para que o Banco do Japão dê continuidade à normalização de sua política monetária. Em janeiro, o banco central japonês elevou as taxas de juros para o nível mais alto desde 2008. Apesar do otimismo nas negociações, executivos sindicais manifestaram preocupação com os possíveis impactos do agravamento do conflito no Oriente Médio. O aumento nos preços do petróleo representa um risco significativo para a economia japonesa, que é altamente dependente de importações de energia, embora os líderes sindicais ressaltem que fatores externos não devem interferir nas discussões salariais em curso. As negociações entre a administração e os sindicatos nas grandes empresas costumam ser concluídas em meados de março, com os novos valores entrando em vigor alguns meses depois. Uma pesquisa realizada pela Teikoku Databank com mais de 10.000 empresas indicou que um recorde de 63,5% das organizações planeja aumentar os salários dos funcionários em tempo integral este ano. Entre as empresas que pretendem conceder reajustes, 74,3% citaram a necessidade de garantir e manter a força de trabalho como o principal motivo. Paralelamente, o UA Zensen, grupo sindical que representa trabalhadores dos setores de varejo e restaurantes, anunciou que seus membros buscam um aumento médio recorde de 6,46% para funcionários em tempo integral nas negociações deste ano.

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