JERA busca novos contratos de GNL por crise no Oriente Médio
A JERA negocia suprimentos extras de gás para mitigar riscos após o fechamento de unidades no Catar. A empresa avalia medidas se a crise regional se prolongar.
A JERA, maior compradora de gás natural liquefeito (GNL) do Japão, iniciou conversas com fornecedores globais para assegurar suprimentos adicionais e mitigar riscos decorrentes da instabilidade no Oriente Médio. A medida ocorre em um momento em que aproximadamente 20% da oferta global de GNL está comprometida devido ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que resultou na paralisação de unidades da QatarEnergy no Catar. O CEO Global da JERA, Yukio Kani, afirmou que a empresa busca se precaver contra um possível agravamento da crise. > "Ainda é possível que as coisas se acalmem em poucas semanas, no entanto, seria excessivamente otimista basear nosso planejamento nessa suposição." A JERA, que processa anualmente 35 milhões de toneladas métricas de GNL, teme que o prolongamento do fechamento do Estreito de Ormuz exija medidas drásticas, como a reativação de usinas a carvão e apelos à economia de energia pela população japonesa. Por outro lado, a Venture Global, Inc., importante fornecedora norte-americana, considera a volatilidade atual como um fenômeno passageiro. O CEO Mike Sabel demonstrou otimismo quanto à estabilização dos preços com a chegada de novos projetos de liquefação. > "Esperamos, a longo prazo, preços de liquefação muito estáveis." A crise também reacendeu o debate sobre segurança energética global, levando compradores a buscarem alternativas no mercado de carvão para suprir eventuais lacunas deixadas pelo gás natural.











