Japão agirá contra volatilidade causada por conflito no Irã
O governo japonês prepara medidas e um orçamento extra para conter os impactos do conflito no Irã. O Banco do Japão monitora o iene e a inflação no país.
O governo do Japão manifestou prontidão para intervir nos mercados e mitigar os impactos econômicos decorrentes das tensões no Oriente Médio. A Ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou nesta sexta-feira que o país está coordenando ações com autoridades estrangeiras para enfrentar a volatilidade gerada pelo conflito envolvendo o Irã.

Paralelamente, o vice-governador do Banco do Japão, Ryozo Himino, destacou a vigilância sobre o par USD/JPY, observando que movimentos cambiais bruscos podem influenciar a inflação subjacente e as expectativas de preços da população. Himino ressaltou ao parlamento que as flutuações nas taxas de câmbio têm tido um impacto maior nos preços do que no passado.
"Precisamos estar atentos ao fato de que a flutuação da taxa de câmbio tem um impacto maior nos movimentos de preços do que no passado."
A instabilidade na região afetou o transporte de petróleo, impactando os preços do Brent Crude Oil e agitando os mercados financeiros globais. Katayama mencionou que o governo japonês está em contato com seus homólogos do G7 para formular uma resposta conjunta à guerra, que tem provocado incertezas no cenário internacional.
"Estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias, coordenando de forma estreita e ágil com as autoridades estrangeiras."
Além das intervenções de mercado, o governo japonês considera a elaboração de um orçamento suplementar para combater o choque econômico. A prioridade atual é monitorar a volatilidade dos mercados, que se intensificou após os recentes desdobramentos na região.









