Baixa ocupação feminina na Itália afeta crescimento do PIB
Relatório mostra que a baixa ocupação feminina na Itália prejudica o PIB. O Banco da Itália estima que fechar essa lacuna elevaria a economia em cerca de 10%.
A Itália está ficando consideravelmente atrás de seus principais pares europeus em termos de emprego feminino, o que prejudica as perspectivas de crescimento econômico e o panorama demográfico do país, conforme aponta um novo relatório sobre igualdade. A primeira-ministra Giorgia Meloni, a primeira mulher a ocupar o cargo no país, prometeu impulsionar a ocupação feminina para sustentar a economia e combater o declínio populacional, mas tem enfrentado dificuldades para reduzir divisões estruturais que persistem há décadas.
O tema voltou ao centro do debate político após a coalizão de Meloni rejeitar, no mês passado, uma proposta da oposição para introduzir licença parental totalmente igualitária, intransferível e remunerada para mães e pais, alegando restrições orçamentárias. Segundo o estudo do Observatório Rita Levi-Montalcini SVIMEZ – W20, o país ocupa a 11ª posição entre as nações do G20, situando-se atrás do Reino Unido, da Alemanha e da França, além de países como o México, o Brasil e a África do Sul.









