Itália pode elevar déficit por crise energética
O vice-premiê Matteo Salvini defende novos empréstimos bilionários para apoiar famílias e empresas. O governo busca renegociar metas fiscais com a União Europeia.
O governo da Itália sinalizou que poderá elevar seu déficit orçamentário para enfrentar a crise energética, possivelmente abandonando a meta de manter o saldo negativo abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini afirmou que o país necessita de margem de manobra financeira para apoiar famílias e empresas diante da escalada dos custos de energia.
Embora Roma tenha se comprometido recentemente a reduzir o déficit para 2,9% em 2026, o cenário econômico tornou-se mais desafiador devido aos impactos do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. A primeira-ministra Giorgia Meloni e o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, indicaram que o governo pode renegociar as metas fiscais com as autoridades da União Europeia em uma etapa posterior.








