Incerteza eleitoral no Peru preocupa setor de mineração
A demora na apuração eleitoral no Peru gera cautela no setor de mineração. Analistas preveem impacto limitado apesar das incertezas sobre o pleito de junho.
Investidores nos setores de mineração de Cobre e Ouro no Peru demonstram inquietação com a apuração dos votos presidenciais, que tem sido retardada por alegações de irregularidades. Apesar do nervosismo, analistas preveem que o setor deve enfrentar o período eleitoral com impactos diretos limitados. O país, que ocupa a posição de terceiro maior produtor mundial de metal vermelho, realizou eleições gerais em 12 de abril, mas os resultados finais para definir o segundo turno contra a conservadora Keiko Fujimori são esperados apenas para meados de maio.
Com 93,6% das urnas apuradas, Fujimori garantiu sua vaga no segundo turno com cerca de 17% dos votos. A disputa pela segunda vaga está acirrada entre o esquerdista Roberto Sanchez, que possui 12,0% dos votos, e o ultraconservador Rafael Lopez Aliaga, com 11,9%. A margem entre os dois candidatos é de aproximadamente 14 mil votos. O mercado observa com cautela a ascensão de Sanchez, que defende um controle estatal mais rígido sobre recursos naturais, uma nova constituição e a revisão de contratos mineradores.










