Arbitragem em NDF atrai 3,7 bilhões de empresas indianas
Empresas indianas movimentaram 3,7 bilhões de dólares em NDF para lucrar com arbitragem. O movimento ocorreu após restrições do banco central sobre os bancos.
As empresas da Índia aproveitaram uma janela de arbitragem no mercado de derivativos, elevando o volume de contratos a termo sem entrega física (NDF) para mais de US$ 3,7 bilhões em 30 de março. O montante, cerca de quatro vezes a média habitual, sinalizou uma corrida para capturar oportunidades criadas após o banco central restringir as posições cambiais líquidas dos bancos comerciais. Com as instituições financeiras desfazendo posições para cumprir as normas regulatórias, o diferencial entre o mercado interno e o NDF aumentou, permitindo que corporações comprassem dólares localmente e os vendessem no exterior para lucrar com o spread. A disparidade nos preços do par USD/INR foi confirmada por dados da Clearing Corp of India, que mostraram uma predominância esmagadora de vendas de dólares por clientes, totalizando US$ 3,7 bilhões, enquanto as compras somaram apenas US$ 11,92 milhões. Esse desequilíbrio explica por que as restrições iniciais à exposição dos bancos não fortaleceram a rúpia de imediato. No final de março, a moeda indiana chegou a atingir uma mínima histórica, ultrapassando o patamar de 95 por dólar americano devido à forte demanda corporativa interna. Em resposta à volatilidade, o Banco Central da Índia intensificou o cerco regulatório, proibindo bancos locais de oferecerem NDFs a clientes e vetando a recontratação de contratos a termo cancelados. Essas medidas focadas em conter a atividade especulativa das empresas ajudaram a estabilizar a moeda, que passou a ser negociada em torno de 93 por dólar.








