Índia diversifica fornecedores para estoque de fertilizantes
A Índia diversifica fontes de fertilizantes para garantir a safra de verão. O país amplia estoques e reduz a dependência do Oriente Médio com novos contratos.
A Índia está intensificando esforços para garantir o suprimento de fertilizantes para a próxima safra de verão, buscando fontes alternativas para reduzir a dependência histórica da região do Golfo. Segundo Aparna Sharma, secretária adicional do Ministério de Produtos Químicos e Fertilizantes, o país possui estoques robustos para enfrentar o período de plantio que se inicia em abril.
Antes das tensões envolvendo o Irã, a região do Golfo era responsável por cerca de 20% a 30% das importações indianas de ureia e 30% do fosfato diamônico (DAP). Para a temporada atual, a necessidade estimada é de 39 milhões de toneladas métricas, com os estoques atuais situados em 18 milhões de toneladas, um aumento significativo em relação aos 14,7 milhões registrados no ano anterior.

Como parte da estratégia de diversificação, o governo indiano e empresas do setor têm firmado acordos de longo prazo com diversos parceiros globais. Entre os novos fornecedores e bases de suprimento destacam-se a Rússia, o Marrocos, a Austrália, a Indonésia, a Malásia, a Jordânia, o Canadá, a Argélia, o Egito e o Togo.
"Medidas proativas foram tomadas para diversificar nossas bases de fornecimento para além dos países do Golfo, como Rússia, Marrocos, Austrália, Indonésia, Malásia, Jordânia, Canadá, Argélia, Egito e Togo, entre outros."
Um dos acordos de destaque envolve a importação de 2,8 milhões de toneladas de fertilizantes russos, com rotas logísticas contornando o Cabo da Boa Esperança. Além disso, em meados de fevereiro, o governo lançou uma licitação global para a compra de 1,3 milhão de toneladas de ureia.
A produção nacional de ureia, no entanto, enfrenta uma redução temporária, operando atualmente em 1,8 milhão de toneladas mensais, contra a média típica de 2,4 milhões, devido a paradas para manutenção anual em algumas unidades fabris. O setor também monitora de perto o mercado de energia, uma vez que o gás natural liquefeito (GNL) é a principal matéria-prima para a produção de nutrientes agrícolas. Nesse contexto, a dinâmica de empresas globais de energia, como a ONE Gas, Inc., reflete as pressões de custos que atingem a cadeia produtiva.
Apesar da alta nos preços globais e do aumento nas taxas de frete, o governo federal indiano confirmou que manterá a venda de ureia e DAP a preços subsidiados para os agricultores locais, visando proteger a segurança alimentar do país.









