FMI corta projeção de crescimento do Senegal para 2,2%
O FMI reduziu a previsão de crescimento do Senegal para 2,2% em 2026 e elevou o déficit em conta corrente para 6,2%. O país negocia novo apoio financeiro.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções de crescimento econômico para o Senegal em seu relatório mais recente, citando um cenário de endividamento elevado e um aumento no déficit em conta corrente. A revisão reflete os desafios financeiros enfrentados pela nação da África Ocidental, que busca renegociar seu apoio financeiro internacional. De acordo com o relatório World Economic Outlook, o crescimento do PIB real para 2026 foi ajustado para 2,2%, uma queda significativa em relação à estimativa de 3,0% divulgada anteriormente. Este desempenho coloca o país bem abaixo da média de crescimento esperada para a região da África Subsaariana, que é de 4,3%. Para o ano de 2027, a instituição prevê uma leve recuperação, com expansão de 2,3%. As projeções para o déficit em conta corrente também foram agravadas. O FMI espera agora que o saldo negativo atinja 6,2% do PIB em 2026, superando a estimativa anterior de 5,4%. O déficit em conta corrente ocorre quando as importações superam as exportações, indicando uma dependência de capital estrangeiro para financiar o consumo e os investimentos internos. Para 2027, a expectativa é que esse índice recue para 5,8%. Além dos indicadores de crescimento e balança comercial, as previsões de inflação para 2026 foram elevadas de 2,0% para 2,6%. O Senegal tornou-se um ponto de atenção central durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial após a descoberta de US$ 13 bilhões em dívidas não declaradas anteriormente. Essa situação levou à suspensão de um programa de empréstimos de US$ 1,8 bilhão em 2024, e o governo local permanece em conversações para viabilizar um novo acordo de financiamento.











