Guiné e EGA encerram disputa por ativos de mineração
Guiné e EGA fecharam acordo para evitar arbitragem após a apreensão de ativos de bauxita. O pacto prevê pagamentos antecipados para compensar a mineradora.
A Guiné e a Emirates Global Aluminium (EGA) alcançaram um entendimento preliminar que deve evitar uma arbitragem internacional sobre a apreensão da unidade local da mineradora ocorrida no ano passado. Segundo fontes próximas ao assunto, a resolução envolve a exploração de acordos de compra de bauxita vinculados aos ativos confiscados, utilizando estruturas de pré-pagamento em remessas futuras para liquidar as reivindicações da EGA.
O conflito teve origem em outubro, quando o governo guineense assumiu o controle da Guinea Alumina Corporation (GAC), subsidiária da EGA, após uma disputa sobre a construção de uma refinaria de alumina. Os ativos foram transferidos para a estatal Nimba Mining, que iniciou discussões sobre o fornecimento de minério. Enquanto a situação na África se estabiliza, o mercado global observa o desempenho de outras mineradoras, como a AUSTRALIAN BAUXITE LTD, em meio às mudanças nas rotas de suprimento.
Embora o acordo esteja próximo, detalhes técnicos permanecem pendentes. Além disso, as prioridades da EGA podem ser reavaliadas devido ao cenário geopolítico no Oriente Médio. Tradings envolvidas nas negociações demonstraram cautela em relação à conformidade e aos padrões de fornecimento.
Precisamos ver os ativos e garantir que o material seja rastreável, incluindo garantias sobre padrões trabalhistas.
A estratégia da Guiné faz parte de um movimento de governos africanos para aumentar a arrecadação proveniente de seus recursos minerais. O interesse atual do mercado foca em cargas spot de 400.000 a 600.000 toneladas métricas. A Nimba Mining tem mantido conversas com diversas tradings para viabilizar o modelo de pré-pagamento, que seria amortizado ao longo das entregas futuras de bauxita.







