Goldman Sachs posterga cortes de juros no Reino Unido
O banco projeta o primeiro corte em julho devido aos riscos inflacionários da energia. Outras instituições financeiras também revisaram suas previsões.
O The Goldman Sachs Group, Inc. revisou novamente suas expectativas para o início do ciclo de flexibilização monetária no Reino Unido. Pela segunda vez neste mês, a instituição postergou a previsão de cortes nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra, citando riscos inflacionários decorrentes da alta nos preços de energia. A nova projeção aponta para três reduções de 25 pontos-base, distribuídas entre julho e novembro de 2026, com um ajuste final em fevereiro de 2027. Analistas do banco observaram que, embora uma redução na reunião de 30 de abril permaneça no radar caso o choque nos preços de energia se dissipe rapidamente, a tendência é que as autoridades monetárias aguardem por indicadores econômicos mais sólidos antes de agir. Essa postura cautelosa não é exclusiva. O Standard Chartered PLC e o Morgan Stanley também ajustaram seus cronogramas, prevendo agora que o primeiro corte ocorra apenas no segundo trimestre. O cenário é pressionado pela volatilidade no Oriente Médio, que impacta diretamente os custos energéticos europeus e mantém a inflação sob vigilância rigorosa. A expectativa final é que a taxa de juros britânica atinja o patamar de 3% no início de 2027. Contudo, o banco alerta para cenários alternativos: em uma conjuntura adversa, o Comitê de Política Monetária poderia realizar apenas um corte em 2026 ou, em caso de deterioração severa das condições, manter as taxas inalteradas durante todo o ano.











