Ouro atinge valor recorde de quase cinco mil dólares por onça em meio a rali global de metais preciosos
O preço do ouro atingiu o recorde de 4.967,03 dólares por onça em meio a ralis na prata e platina. O movimento é impulsionado por incertezas e compras de bancos.
Perspectivas:
O mercado de metais preciosos testemunhou um rali histórico nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, com o preço do Ouro à vista atingindo um recorde absoluto de 4.967,03 dólares por onça durante o pregão, aproximando-se da marca psicológica de 5.000 dólares. Após atingir esse pico, o metal recuou ligeiramente para fechar em 4.930,44 dólares, registrando uma queda marginal de 0.1% em relação ao máximo intradiário devido à realização de lucros por parte dos investidores. Desde o início do ano, o ouro já acumula uma valorização expressiva de 14%, refletindo uma busca intensa por ativos de segurança em um cenário de mudanças estruturais na dinâmica monetária global.
Este desempenho foi acompanhado por outros metais preciosos que também alcançaram patamares sem precedentes. A Prata à vista saltou 2,4% para 98,47 dólares por onça, após ter tocado o recorde de 99,34 dólares mais cedo no dia, acumulando uma alta de 37% no acumulado de 2026. Embora a prata não seja tradicionalmente classificada como um ativo de proteção, há indicações de que seu papel pode estar migrando para esse status de porto seguro, apesar de existirem riscos para a demanda industrial caso os preços permaneçam elevados. Já a Platina à vista subiu 1,5% para 2.667,47 dólares, tendo atingido o pico histórico de 2.684,43 dólares, o que representa um ganho de 30% no ano. Em contraste, o Paládio à vista registrou queda de 0,7%, sendo cotado a 1.907,45 dólares por onça.



