Guerras retiram 9% da refinação global de petróleo
Os conflitos militares no Irão e na Ucrânia perturbaram quase 9% da capacidade mundial de refinação de petróleo. Analistas antecipam que a escassez na oferta de combustíveis deverá persistir durante vários meses, face ao impacto prolongado destes confrontos geopolíticos.
Os conflitos no Irão e na Ucrânia desactivaram quase 9% da capacidade global de refinação de petróleo nos últimos meses, representando a interrupção mais grave no processamento de combustíveis desde a pandemia de 2020. A procura global diária de combustíveis líquidos totaliza cerca de 104 milhões de barris, tornando as paragens combinadas de ambas as guerras — 3,52 milhões de barris por dia do Irão e 1,42 milhões do conflito na Ucrânia — uma restrição significativa na oferta. Os investidores enfrentam escassez prolongada de combustível e preços recorde para o combustível de aviação e gasóleo.
O Brent atingiu os 126 dólares por barril em abril, marcando um máximo de quatro anos. O analista do Saxo Bank, Ole Hansen, afirmou que os danos nas instalações continuarão a sustentar o mercado de produtos refinados. Os inventários globais caíram 500 milhões de barris para satisfazer a procura, de acordo com o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, que acrescentou que o valor poderá subir para mil milhões de barris, dado o tempo necessário para reiniciar as instalações e entregar combustível à Ásia. Mesmo que as guerras terminem rapidamente, espera-se que os preços se mantenham em níveis elevados.











