Governos mundiais agem para conter custos de energia
Países aplicam subsídios e cortes de impostos para proteger famílias da alta nos combustíveis. As ações buscam mitigar impactos da guerra entre EUA e Irã.
Governos em todo o mundo estão implementando medidas de emergência para proteger os consumidores dos custos crescentes de energia, impulsionados pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A instabilidade geopolítica gerou uma corrida global por segurança energética e subsídios para aliviar o impacto sobre as famílias e indústrias. Na Ásia, a Índia anunciou que revisará suas exportações de combustível para garantir a disponibilidade no mercado interno. O governo indiano, que conta com o suporte de empresas como a Dorian LPG Ltd. para a logística de gás, proibiu consumidores com gás natural canalizado de manter cilindros domésticos de GLP e cortou vendas para a indústria para priorizar 333 milhões de residências. > A Índia revisará suas exportações de combustível, se necessário, para garantir a disponibilidade nos mercados locais. A Coreia do Sul está flexibilizando os limites da geração de energia a carvão e aumentando a utilização de usinas nucleares para até 80%, contando com a atuação da SK Gas Co., Ltd. no fornecimento de alternativas energéticas. O país também começou a aplicar uma proibição às exportações de nafta para reforçar os suprimentos domésticos, um mercado onde a Naphtha Israel Petroleum Corp. Ltd. possui relevância global. Enquanto isso, a China baniu as exportações de combustível refinado e está liberando suprimentos de fertilizantes de suas reservas nacionais comerciais, uma medida que impacta o setor onde opera a China XLX Fertiliser Ltd.. No Japão, o ministério da indústria relaxou as regras para aumentar o uso de usinas a carvão e solicitou à Austrália, seu maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL), um aumento na produção. Empresas como a Oiles Corporation acompanham as mudanças regulatórias no setor industrial japonês. Na Europa, os líderes regionais propuseram cortes de impostos sobre eletricidade e redução de taxas de rede, enquanto a Jersey Electricity plc monitora as flutuações de mercado. A Sérvia reduziu os impostos sobre o petróleo bruto em 60% e baniu exportações para evitar escassez. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou que o país considera reduzir impostos sobre combustíveis e taxar lucros extraordinários de empresas de energia. > A Itália está considerando reduzir os impostos sobre o consumo para suavizar os preços dos combustíveis e está pronta para aumentar os impostos sobre as empresas responsáveis por capitalizar indevidamente a crise energética. Na Espanha, o governo propôs subsídios diretos e cortes tributários, enquanto a Grécia anunciou um pacote de 300 milhões de euros para subsidiar combustíveis e fertilizantes. > A Grécia oferecerá subsídios para combustíveis e fertilizantes e descontos em passagens de balsa no valor total de 300 milhões de euros em abril e maio para proteger consumidores e agricultores. Outros países europeus como a Eslovênia, Macedônia do Norte e Polônia também adotaram medidas que variam desde o racionamento temporário até a redução do IVA sobre combustíveis. > A medida entrará em vigor no dia 23 de março à meia-noite e vigorará por duas semanas. No Sudeste Asiático, as Filipinas suspenderam o mercado spot de eletricidade e buscam isenções com Washington para obter petróleo de países sancionados. O Vietnã acelerou a transição para gasolina com etanol, setor de interesse da TULASEE BIO-ETHANOL LTD. A Indonésia planeja aumentar a produção de carvão, com a Warrior Met Coal, Inc. observando o mercado global, e lançará o programa de biodiesel B50 em julho, envolvendo empresas como a RAJPUTANA BIODIESEL LTD. A Malásia elevou os gastos com subsídios à gasolina para 2 bilhões de ringgit, enquanto o Camboja aumentou as importações de Singapura para suprir falhas no abastecimento. Bangladesh e Sri Lanka buscam financiamento externo e aplicam racionamento para gerenciar a crise. A Tailândia discute a compra de petróleo bruto russo e tenta limitar o preço do diesel. Nas Américas e África, o Brasil implementou um plano para subsidiar importações de diesel e taxar exportações de petróleo. A África do Sul e a Namíbia reduziram as taxas sobre combustíveis. O Egito fixou o preço do pão não subsidiado, e a Etiópia aumentou os subsídios diretos. Por fim, as ilhas Maurício introduziram medidas rigorosas de economia de energia, incluindo restrições ao uso de eletricidade para fins não essenciais.











