Alta do petroleo pressiona precos de bens de consumo
O conflito no Oriente Medio eleva custos de logistica e insumos para gigantes como P&G e Nestle. Analistas preveem dificuldades para manter a recuperacao da demanda.
A frágil recuperação da demanda enfrentada por empresas de bens de consumo em escala global está sob risco de estagnação. O cenário de incerteza é impulsionado pela possibilidade de novos aumentos de preços decorrentes da disparada dos custos de energia e commodities, reflexo direto dos conflitos no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a gigante PROCTER & GAMBLE CO/THE alertou para um impacto negativo de aproximadamente US$ 1 bilhão em seu lucro projetado para o ano fiscal de 2027, citando como o petróleo bruto mais caro encarece embalagens, materiais plásticos e logística.
A pressão exercida pelo choque nos preços do Brent Crude Oil e do West Texas Oil força as corporações a reconsiderarem suas estratégias de precificação para proteger as margens de lucro. O diretor financeiro da P&G, Andre Schulten, destacou que a inflação em setores como alimentos e saúde já vinha pesando sobre o orçamento das famílias.










