Exportações da Alemanha recuam 2,3% e registram forte queda
As exportações alemãs caíram 2,3% em janeiro refletindo a menor demanda da China e Europa. O país enfrenta novos desafios com tarifas e custos de energia.
As exportações da Alemanha registraram a queda mais acentuada em mais de um ano e meio em janeiro, impulsionadas pela redução na demanda da China e de outros países europeus. De acordo com dados do escritório federal de estatísticas divulgados nesta terça-feira, o volume de mercadorias enviadas ao exterior encolheu 2,3% em comparação ao mês anterior, totalizando 130,5 bilhões de euros. Este é o recuo mais significativo desde maio de 2024, superando a previsão de analistas consultados pela Reuters, que esperavam uma queda de 2,0%. No lado das importações, o declínio foi ainda mais severo em janeiro. As compras externas caíram 5,9%, atingindo 109,2 bilhões de euros, o que representa a maior queda desde abril de 2020. O resultado surpreendeu o mercado, que projetava um leve crescimento de 0,2%. Apesar do cenário global desafiador, os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino das exportações alemãs. As entregas para o mercado americano somaram 13,2 bilhões de euros em janeiro, um aumento de 11,7% em relação a dezembro. Esse crescimento ocorreu mesmo sob a pressão de tarifas elevadas introduzidas pelo presidente Donald Trump, que pesam sobre a demanda por produtos fabricados na maior economia da Europa. Carsten Brzeski, economista do ING, destacou que os efeitos dessas barreiras comerciais ainda devem ser sentidos com mais força ao longo deste ano. > As tarifas dos EUA ainda estão pesando sobre as exportações e provavelmente só mostrarão seu impacto total este ano, apesar da nova incerteza desde a decisão da Suprema Corte. Brzeski acrescentou que o país enfrenta múltiplos desafios simultâneos que prejudicam sua balança comercial. > Com o choque adicional da demanda mais fraca da China e o aumento da concorrência, bem como a disparada dos preços de energia como resultado da guerra no Irã, a Alemanha enfrenta uma série de ventos contrários. O comércio com a potência asiática sofreu um impacto direto, com as exportações para o mercado chinês despencando 13,2%, para 6,3 bilhões de euros. Já as vendas para os países da União Europeia recuaram 4,8%, totalizando 71,6 bilhões de euros no período.








