FTSE 100 recua 0,4% após fracasso em diálogo EUA-Irã
Índices de Londres recuam após o fracasso das negociações entre EUA e Irã elevar o preço do petróleo. Bancos e aéreas caíram enquanto a Wise teve forte alta.
Os mercados acionários do Reino Unido registraram perdas nesta segunda-feira, refletindo a cautela global após os Estados Unidos anunciarem um bloqueio ao transporte marítimo do Irã. A decisão ocorreu após o fracasso das negociações de paz durante o fim de semana, o que reduziu as expectativas de uma resolução célere para o conflito no Oriente Médio. O índice FTSE 100 recuou 0,4%, encerrando a manhã aos 10.558,38 pontos, enquanto o FTSE 250, focado em empresas de média capitalização, caiu 0,8%. A aversão ao risco dominou o cenário financeiro, impulsionando os preços do Petróleo Brent de volta ao patamar superior a US$ 100 por barril. Embora os índices tenham acumulado ganhos na semana anterior devido a uma trégua temporária entre as potências, a fragilidade do cessar-fogo tornou-se evidente com a continuidade dos confrontos. No setor financeiro, grandes instituições bancárias enfrentaram desvalorização. O HSBC HOLDINGS PLC e o BARCLAYS PLC registraram quedas de 1,1% e 1,3%, respectivamente. Em contrapartida, as ações do setor de energia foram beneficiadas pela alta da commodity, com a SHELL PLC e a BP apresentando valorização de aproximadamente 1,8% cada. O segmento de viagens e lazer foi penalizado pela escalada nos preços dos combustíveis. A operadora de cruzeiros CARNIVAL PLC recuou 3,9%, enquanto as companhias aéreas também registraram perdas significativas. A EASYJET PLC caiu 4,3% e a WIZZ AIR HOLDINGS PLC despencou 7,3%, após a Bernstein rebaixar sua recomendação para a empresa de outperform para market-perform. No setor imobiliário, a VISTRY GROUP PLC anunciou a nomeação de Adam Daniels como seu novo CEO, mas suas ações acompanharam o sentimento negativo do mercado e caíram 4,9%. Já a fintech WISE PLC - A destacou-se positivamente com uma alta de 5,3%, impulsionada por um crescimento de 26% no volume de transações internacionais no quarto trimestre. Diante do impacto do conflito nos custos operacionais, a Ministra das Finanças, Rachel Reeves, deve detalhar ainda esta semana novas medidas de apoio para empresas que enfrentam o aumento nos preços da energia.











