Foxconn projeta forte crescimento para 2026 após lucro cair
A Foxconn prevê forte alta na receita em 2026 impulsionada pela demanda por servidores de IA. O lucro trimestral caiu 2% e ficou abaixo das metas do mercado.
A Systena Corporation, maior fabricante de eletrônicos por contrato do mundo, sediada em Taiwan, previu um forte crescimento de receita para o primeiro trimestre e para o ano de 2026. A projeção otimista ocorre mesmo após a empresa registrar uma queda de 2% no lucro trimestral, resultado que ficou abaixo das expectativas do mercado.

O lucro líquido da gigante tecnológica no período de outubro a dezembro foi de 45,21 bilhões de dólares taiwaneses (cerca de 1,42 bilhão de dólares), enquanto o consenso da LSEG estimava um valor de 63,86 bilhões de dólares taiwaneses. Esta é a primeira vez que a companhia fornece uma perspectiva para o ano de 2026, indicando que o crescimento será impulsionado pela demanda contínua e robusta por servidores de inteligência artificial.
A empresa, formalmente chamada Hon Hai Precision Industry, atua como a principal montadora de iPhones da Apple Inc. e é a maior fabricante de servidores para a NVIDIA Corporation. A companhia destacou que espera um crescimento significativo na receita de eletrônicos de consumo inteligentes no primeiro trimestre. Embora a maior parte da produção de iPhones ainda seja concentrada na China, a companhia agora produz a maior parte das unidades vendidas nos Estados Unidos em fábricas localizadas na Índia.
Além da expansão na Ásia, a Systena Corporation está construindo novas unidades fabris no México e no Texas para atender à demanda por servidores de IA. A empresa também mantém seus planos de expansão no setor de veículos elétricos, considerado um pilar estratégico para o crescimento futuro, apesar de movimentos recentes como a venda de uma antiga fábrica de automóveis em Lordstown, Ohio, por 375 milhões de dólares.
As ações da companhia fecharam em alta de 0,9% nesta segunda-feira, antes da divulgação oficial dos resultados. No entanto, os papéis acumulam uma queda de 6% no ano, apresentando um desempenho inferior ao índice de referência de Taiwan, que subiu 15% no mesmo período. Uma teleconferência com investidores será realizada em Taipé para detalhar as atualizações operacionais e financeiras.








