Fitch alerta sobre subsídios na França e no Reino Unido
A Fitch alerta que apoios contra a alta da energia podem pressionar as finanças de França e Reino Unido. O cenário agrava o déficit e as dívidas elevadas.
A agência de classificação de risco Fitch Ratings alertou que a implementação de novas medidas de apoio governamental para enfrentar a alta dos preços de energia pode representar um desafio significativo para as finanças públicas na Europa. Segundo Federico Barriga-Salazar, analista sênior da agência, essa pressão fiscal é especialmente preocupante para a França e o Reino Unido. A recente escalada nos preços do gás e do Petróleo Brent, motivada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, reacendeu o temor de pressões inflacionárias globais, semelhantes às observadas após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Atualmente, a Espanha estuda possíveis medidas de suporte para consumidores e empresas, enquanto a Itália sinalizou prontidão para aumentar impostos sobre companhias que obtenham lucros excessivos com a valorização do gás. O analista destacou que qualquer intervenção fiscal terá custos e que, embora alívios temporários em impostos sobre combustíveis tenham impacto orçamentário limitado, programas de apoio industrial mais amplos podem ser significativamente mais caros. Esse cenário é particularmente desafiador para nações que já enfrentam trajetórias de dívida complexas, como a Bélgica, a França e o Reino Unido. A dívida pública francesa está próxima de 120% do PIB, enquanto a britânica beira os 100%. Por outro lado, a Alemanha afirmou que evitará reduzir impostos sobre a gasolina. A Fitch acompanhará se os governos adotarão medidas compensatórias para mitigar os custos de eventuais subsídios, ressaltando que o maior risco atual reside no impacto da energia sobre a inflação e o crescimento econômico. Federico Barriga-Salazar resumiu a sensibilidade dos governos ao tema: > Governos estão muito mais sensíveis agora à questão dos preços da energia e podem reagir muito mais cedo.











