Kevin Warsh propõe redução de juros e balanço no Fed
Kevin Warsh propõe juros menores e redução do balanço do Fed. O indicado defende uma mudança de regime e maior coordenação com o Tesouro dos Estados Unidos.
Kevin Warsh, a escolha do presidente Donald Trump para suceder Jerome Powell no comando do Federal Reserve (Fed), chega com planos ambiciosos de transformação para o banco central dos Estados Unidos. Suas propostas incluem uma mudança de regime, taxas de juros mais baixas, uma nova abordagem sobre a inflação e uma redução significativa no balanço patrimonial da instituição.

Mudança de Regime e Taxas de Juros
Warsh tem sido um crítico contundente da atual condução da política monetária. Em suas próprias palavras, ele acredita que a continuidade não é o caminho ideal para o banco central.
Não creio que precisemos da continuidade de uma política que provocou o maior erro na política macroeconômica em 45 anos, que dividiu o país e causou um surto de inflação.
Sobre o custo do dinheiro, o indicado é claro ao afirmar que as taxas de juros deveriam ser reduzidas para beneficiar a economia real.
As taxas de juros deveriam ser mais baixas.
Redução do Balanço e Nova Visão sobre Inflação
Uma das principais teses de Warsh é que o balanço patrimonial do Fed está inflado e deve ser reduzido drasticamente. Ele argumenta que o excesso de liquidez, herdado de crises passadas, poderia ser redirecionado para apoiar famílias e pequenas empresas através de juros menores.
Minha recomendação é um balanço menor... curiosamente, se você tiver um balanço menor, poderá ter taxas de juros mais baixas.
Quanto à inflação, Warsh aponta que erros intelectuais e modelos econômicos distantes da realidade contribuíram para a alta de preços recente. Ele também observa que a tecnologia terá um papel deflacionário no futuro.
A inteligência artificial fará com que quase tudo custe menos... acho que provavelmente estamos nos estágios iniciais de um declínio estrutural nos preços.
Independência e Foco Institucional
Para Warsh, a credibilidade do Fed depende de sua independência política e de um foco rigoroso em seu mandato principal. Ele alerta que a expansão das preocupações do banco central para áreas fora de sua competência coloca em risco sua eficácia.
Quanto mais o Fed opina sobre assuntos fora de sua competência, mais ele compromete sua capacidade de garantir preços estáveis e pleno emprego.
Coordenação com o Tesouro e Transparência
O indicado propõe uma relação mais próxima com o Departamento do Tesouro, não como uma subordinação, mas como uma forma de dar clareza aos mercados sobre os objetivos fiscais e monetários. Além disso, ele critica o que chama de \"cacofonia\" de comunicações dos dirigentes do Fed, sugerindo que menos declarações públicas seriam mais produtivas.
Os líderes do Fed seriam bem servidos se pulassem oportunidades de compartilhar suas reflexões mais recentes.









