Ações globais e euro caem pressionados pelo petróleo
As ações globais e o euro recuaram enquanto as cotações do petróleo permaneceram próximas a US$ 100 por barril em meio às tensões no Oriente Médio. Incertezas sobre a política do Federal Reserve e as contas públicas francesas também pesaram sobre o humor do mercado.

As ações globais e o euro recuaram na quarta-feira enquanto o petróleo Brent oscilava perto de US$ 100 por barril, em meio à retomada de conflitos envolvendo o Irã e preocupações fiscais na França.
O S&P 500 caiu 0,2% após atingir recordes históricos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 recuou 1%.
A retração evidencia a sensibilidade dos investidores a choques energéticos e às trajetórias de política dos bancos centrais, à medida que atritos geopolíticos perturbam as cadeias de suprimento globais.
Volatilidade do petróleo e política energética
Os referenciais de energia registraram negociações instáveis após a Agência Internacional de Energia agir para acelerar a liberação de estoques de petróleo e priorizar o fornecimento de diesel. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,38%, a US$ 100,20 por barril.
A intervenção busca conter os preços dos combustíveis impulsionados por pressões de oferta. Enquanto isso, o mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos atraiu forte demanda, com o rendimento das notas de 10 anos recuando para 5,284% após um leilão de US$ 39 bilhões.
Divisões nos bancos centrais
Os formuladores de política monetária do Federal Reserve permaneceram divididos no mês passado sobre a necessidade de mais aperto monetário. As atas divulgadas na quarta-feira mostraram que as autoridades ponderaram os choques nos preços de energia contra a inflação persistente impulsionada pela demanda.
Russ Brownback, vice-diretor de investimentos de renda fixa global da BlackRock, observou que as recentes elevações de juros não sinalizam um ciclo de aperto rígido.
A decisão do comitê é mais nuançada do que uma simples conclusão de que o crescimento econômico é forte demais para permitir a estabilidade de preços, escreveu Brownback.
Pressões cambiais e dívida europeia
O euro recuou 0,6%, para US$ 1,119, diante do aumento das preocupações fiscais na Alemanha e em economias vizinhas da zona do euro.
A ampliação dos spreads de rendimento e as expectativas de afrouxamento monetário pelo Banco Central Europeu adicionaram pressão de baixa sobre a moeda única. Georgette Boele, estrategista sênior de câmbio e petróleo do ABN AMRO, disse que os mercados financeiros estão precificando aumentos excessivos de juros por parte dos bancos centrais globais.
Os investidores acompanharão a divulgação dos dados preliminares do índice de preços ao consumidor nas principais economias em 14 de outubro.










