Bolsas europeias caem para mínimas de dois meses com guerra
O índice europeu caiu 2,34% nesta segunda-feira com a guerra no Irã e o petróleo perto de 120 dólares. O mercado aguarda agora o discurso de Christine Lagarde.
As ações europeias atingiram o nível mais baixo em mais de dois meses nesta segunda-feira, refletindo o nervosismo dos mercados globais diante da escalada de tensões geopolíticas. A disparada nos preços das commodities energéticas exacerbou as preocupações com a inflação, em um cenário onde o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã não demonstra sinais de trégua. O índice de referência pan-europeu recuou 2,34%, situando-se em 585,08 pontos, após já ter enfrentado sua pior semana em quase um ano. O mercado de energia foi severamente impactado, com o Brent Crude Oil saltando mais de 25% e aproximando-se da marca de US$ 120 por barril. O movimento é impulsionado por receios de interrupções logísticas e de suprimento no Oriente Médio. No plano político, a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai como líder supremo sinaliza a continuidade de uma postura rígida por parte de Teerã. No setor corporativo, os bancos lideraram as perdas com um declínio de 3,2%, seguidos pelo setor de tecnologia, que caiu 3,1%. As companhias aéreas também sofreram forte pressão vendedora: a Deutsche Lufthansa AG recuou 3,9% e a Air France-KLM S.A. caiu 5,2%. Em contrapartida, a valorização do óleo bruto permitiu uma leve alta de 0,1% no setor de energia, enquanto a empresa de defesa Leonardo DRS, Inc. subiu 1,4%. No cenário macroeconômico, a atenção dos investidores se volta para os próximos pronunciamentos da presidente do BCE, Christine Lagarde, e para a reunião do Eurogrupo. Adicionalmente, indicadores econômicos revelaram que as encomendas industriais na Alemanha registraram uma queda superior às projeções em janeiro, aumentando as incertezas sobre a recuperação econômica da região.











