STOXX 600 sobe com Commerzbank e setor de defesa em alta
O STOXX 600 subiu 0,1% nesta segunda-feira com a oferta da UniCredit pelo Commerzbank. O setor de defesa e petroleiras avançam sob tensões no Oriente Médio.
As bolsas europeias iniciaram a semana em terreno positivo, com o índice pan-europeu STOXX 600 registrando uma leve alta de 0,1%, atingindo os 596 pontos. O mercado tenta se recuperar após uma queda de quase 6% desde o recorde alcançado em fevereiro, pressionado pelo início dos conflitos no Oriente Médio. O grande destaque do dia é o setor bancário, impulsionado pela movimentação corporativa envolvendo o Commerzbank AG. As ações da instituição financeira da Alemanha saltaram 3,5% após o UniCredit S.p.A. lançar uma oferta para adquirir uma participação de 30% no banco. O banco sediado na Itália esclareceu sua posição estratégica sobre o negócio. > UniCredit disse que não espera atingir o controle do credor alemão, no qual detém uma participação acionária de 26% e um adicional de 4% por meio de contratos de swap de retorno total. No setor de defesa, os ativos avançaram aproximadamente 1% em meio ao aumento das tensões geopolíticas. O movimento foi influenciado por declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a necessidade de manter aberto o Estreito de Ormuz. Além disso, ministros da União Europeia planejam se reunir para discutir o reforço de uma missão naval na região. O cenário de guerra entre Israel e o Irã entra agora em sua terceira semana, gerando riscos significativos para a economia global devido às restrições no tráfego de combustíveis no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. No setor de energia, gigantes como a Shell plc e a BP subiram 1% e 2%, respectivamente, com os preços do petróleo sustentados acima da marca de US$ 100 por barril. Os investidores também mantêm o foco nas decisões de política monetária agendadas para esta semana. Bancos centrais no território norte-americano, no Reino Unido, na zona do euro e na Austrália realizarão suas primeiras reuniões completas desde o início do conflito, com a expectativa majoritária de uma pausa no ciclo de cortes de juros.



