UE suaviza regras de gás para garantir oferta de GNL
Bruxelas flexibiliza regras de importação de gás para evitar atrasos no GNL durante a crise no Irã. A medida visa garantir a segurança energética do bloco.
A Comissão Europeia planeja orientar os governos dos Estados-membros a adotarem uma postura flexível na aplicação das normas de importação de gás. Segundo diplomatas ouvidos pela Reuters nesta quinta-feira, a medida visa garantir a estabilidade do suprimento de gás natural liquefeito (GNL) em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. A expectativa é que as novas diretrizes sejam publicadas antes de 18 de março. O objetivo central da União Europeia é evitar que as regras criadas para eliminar gradualmente o gás proveniente da Rússia acabem, involuntariamente, prejudicando o abastecimento europeu em um momento de vulnerabilidade energética. Com o conflito no Oriente Médio afetando as rotas globais de GNL e aumentando os riscos de desvios de carga, as autoridades temem que uma fiscalização excessivamente rígida possa atrasar remessas essenciais. A manutenção dos estoques em níveis adequados é considerada vital para a segurança energética do próximo inverno. As normas atuais exigem que carregamentos de GNL de determinados países não russos recebam autorização prévia. Isso obriga as empresas a fornecerem às autoridades alfandegárias europeias a prova de origem do gás com cinco dias de antecedência à chegada. O Azerbaijão, que forneceu 4% das importações de gás do bloco no ano passado, é o principal país afetado por essa exigência. Em contrapartida, fornecedores estratégicos como a Noruega e os Estados Unidos não enfrentam as mesmas restrições, uma vez que o risco de entrada de gás russo através de suas exportações é considerado baixo. No setor de serviços, empresas como a Natural Gas Services Group, Inc. monitoram essas mudanças regulatórias, que podem influenciar a eficiência operacional de toda a cadeia de suprimentos. A indústria de gás europeia já havia solicitado a suspensão temporária das regras de autorização prévia. O grupo setorial Eurogas reforçou a urgência da medida em um comunicado oficial: > "Simplesmente não podemos permitir que uma única carga flexível de GNL seja atrasada no porto, retida no mar ou redirecionada para a Ásia porque a autorização prévia não está clara ou está pendente." Apesar da flexibilização nas autorizações, o compromisso de longo prazo para o encerramento das importações de combustíveis fósseis russos permanece inalterado.











