UE exige que EUA respeitem termos do acordo de Turnberry
Bruxelas exige que Washington mantenha os termos do acordo de Turnberry após nova sobretaxa. A medida afeta exportações europeias de têxteis e alimentos.
A União Europeia exigiu que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial firmado no ano passado, após a Suprema Corte americana derrubar as tarifas globais de Donald Trump. Em resposta à decisão judicial, o presidente implementou uma nova sobretaxa de importação de 10%, com planos de elevá-la para 15%. O Acordo de Turnberry, concluído em julho passado, previa uma tarifa de 15% para a maioria das exportações europeias e reduzia o imposto sobre carros de 25% para 15%. No entanto, as tarifas de 50% para aço e alumínio permaneceram inalteradas, impactando o setor onde operam empresas como a Steel Dynamics, Inc. e a Daiki Aluminium Industry Co., Ltd.. Diferente do pacto anterior, a nova sobretaxa é aplicada adicionalmente à taxa de Nação Mais Favorecida (MFN). Com as exportações da União Europeia para o mercado americano totalizando 536 bilhões de euros em 2024, o impacto da nova medida é significativo. Enquanto bens industriais com baixas taxas MFN podem manter custos totais sob controle temporariamente, setores como têxteis, vestuário e calçados enfrentam tarifas que podem atingir 48%. No setor agrícola, queijos como Edam e Parmesão possuem taxa MFN de 10%, enquanto o Roquefort está em 8%, valores que agora sofrem o acréscimo da nova sobretaxa. A medida não atinge minerais críticos, produtos farmacêuticos, automóveis ou itens de segurança nacional.




