Egito pagará 1,3 bilhão de dólares a petroleiras até junho
O governo egípcio anunciou a quitação de 1,3 bilhão de dólares em atrasos com petroleiras internacionais até junho. A medida visa estimular a produção local.
O governo do Egito anunciou que pretende liquidar US$ 1,3 bilhão em pagamentos atrasados a empresas petrolíferas internacionais até o mês de junho. A decisão, comunicada pelo Ministério do Petróleo, representa uma aceleração em relação ao cronograma de pagamentos divulgado anteriormente.

Até o final de junho de 2024, o país havia acumulado uma dívida de aproximadamente US$ 6,1 bilhões com fornecedores estrangeiros de petróleo. Esse acúmulo foi provocado por uma crise prolongada de liquidez em moeda estrangeira, o que resultou em atrasos nos pagamentos e impactou negativamente os investimentos e a produção de gás natural. Embora a escassez de divisas tenha sido atenuada recentemente, relatos de algumas companhias indicam que novos atrasos voltaram a ocorrer.
A regularização desses débitos é considerada fundamental para motivar empresas globais a retomarem as atividades de perfuração, visando reverter o declínio na produção local que persiste desde 2021. O fortalecimento da extração doméstica permitiria ao país reduzir sua fatura de importação de energia, que mais do que dobrou após o início das tensões militares envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.
Diante desse cenário, as autoridades egípcias estudam medidas para conter o consumo energético, incluindo a implementação de trabalho remoto para servidores públicos e o fechamento de estabelecimentos comerciais às 21h durante cinco dias da semana. Segundo o Instituto de Finanças Internacionais, o aumento nos custos do petróleo pode elevar as despesas públicas em até 0,55% do PIB, dificultando a recuperação de uma economia já afetada por choques sucessivos.
No mercado financeiro global, a instabilidade energética mantém investidores atentos a ativos de diversos setores. Enquanto mineradoras como a NovaGold Resources Inc. monitoram os custos operacionais em mercados emergentes, gigantes do consumo como a Colgate-Palmolive Company avaliam o impacto da inflação energética nos custos de logística e produção em escala global.










