Cuba inicia conversas com os EUA sob bloqueio de petróleo
Díaz-Canel confirmou diálogos com os EUA para resolver a crise energética. O anúncio segue a libertação de presos cubanos após mediação feita pelo Vaticano.
O governo de Cuba confirmou a abertura de canais de diálogo com os Estados Unidos em um momento de asfixia econômica e pressão diplomática crescente. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, informou que as tratativas buscam resolver as divergências históricas entre os dois países por meio da diplomacia. > "Essas conversas têm como objetivo encontrar soluções através do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações." A ilha caribenha enfrenta uma crise energética sem precedentes, marcada por apagões diários e falta de combustíveis. A situação foi agravada por sanções que interromperam o fornecimento de petróleo vindo da Venezuela. Segundo Díaz-Canel, o país não recebe carregamentos de combustível há três meses, o que forçou o governo a buscar alternativas na produção doméstica de petróleo e gás, além de investir em energia solar. Díaz-Canel ressaltou que Cuba exige que as conversas sejam pautadas no respeito à soberania e à autodeterminação dos povos. O processo de negociação conta com a supervisão de Raúl Castro e, pelo lado americano, teria o envolvimento do Secretário de Estado, Marco Rubio. Embora os detalhes específicos dos encontros não tenham sido revelados, o governo cubano indicou disposição para avançar nos acordos. A mediação internacional tem sido um fator relevante na aproximação. A Cidade do Vaticano voltou a atuar como facilitadora, papel que já havia desempenhado durante a reaproximação diplomática de 2014. Como parte desse novo esforço, Cuba anunciou a libertação de 51 prisioneiros, uma decisão tomada após reuniões entre o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez, e autoridades papais.





