Empresas na China batem recorde de proteção cambial
Exportadores chineses buscam derivativos para se proteger da valorização do yuan. O governo incentiva a prática para ampliar a gestão de riscos no mercado.
As empresas na China estão recorrendo massivamente a derivativos para se protegerem da exposição cambial, em um momento em que a valorização do yuan prejudica exportadores e o conflito no Irã intensifica a volatilidade nos mercados globais. Esta tendência, que vem quebrando recordes, conta com o incentivo das autoridades reguladoras locais. Embora a aversão ao risco no curto prazo tenha impulsionado a busca pelo dólar recentemente, interrompendo um rali de 11 meses da moeda chinesa, o movimento de hedge sinaliza uma mudança estrutural profunda à medida que exportadores reduzem sua dependência da divisa norte-americana.
O uso de contratos a termo (forwards) para fixar preços de câmbio levou as vendas líquidas de moedas estrangeiras a um recorde de US$ 39 bilhões em janeiro. Esse fluxo segue vendas líquidas massivas de dólares para bancos chineses, que somaram US$ 100 bilhões em dezembro e US$ 80 bilhões em janeiro. Com as exportações chinesas crescendo 22% no primeiro bimestre, a economia caminha para superar o superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão registrado no ano passado.










