Química de carvão chinesa ganha força com conflito no Irã
Ações de química de carvão na China subiram 30% com a guerra no Irã. O setor se beneficia da alta do petróleo e da menor dependência de insumos importados.
O setor de produtos químicos derivados do carvão na China está registrando uma valorização expressiva em meio ao conflito no Irã. Enquanto a guerra impacta os competidores petroquímicos globais, as empresas chinesas aproveitam a capacidade de transformar carvão doméstico em produtos petrolíferos e químicos sem depender do tráfego pelo Estreito de Ormuz. O aumento nos preços do petróleo, causado pelo quase fechamento da via marítima, tornou-se um benefício para esse nicho industrial que transforma carvão em óleo, gás e matérias-primas para plásticos e tecidos.
As ações da Ningxia Baofeng Energy, que produz milhões de toneladas de petroquímicos a partir do carvão anualmente, subiram cerca de 30% desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram operações militares em território iraniano no dia 28 de fevereiro. No mesmo período, a China Shenhua Energy Company Limited, braço listado da maior produtora de carvão chinesa, registrou uma alta de 15%. Em contraste, refinarias tradicionais dependentes de petróleo, como a Rongsheng Petrochemical, viram seus papéis despencarem 27%, enquanto concorrentes como Hengli Petrochemical e Wanhua Chemical recuaram 21% e 17%, respectivamente.










