China busca ampliar importações da UE e cooperação técnica
China quer ampliar importações da União Europeia e pede fim de entraves tecnológicos. O ministro Wang Wentao defendeu a despolitização do comércio bilateral.
A China manifestou a sua disponibilidade para expandir ativamente as importações provenientes da União Europeia, sinalizando um esforço para equilibrar as relações comerciais com o bloco. O Ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, apelou aos 27 Estados-membros que relaxem os controlos sobre as exportações de alta tecnologia para o país e evitem a politização de temas comerciais.

As declarações foram feitas durante um encontro com o Comissário Europeu do Comércio, Maros Sefcovic, que ocorreu na quinta-feira à margem de uma reunião da Organização Mundial do Comércio em Camarões. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério chinês nesta sexta-feira, Wang sublinhou a importância de o bloco europeu encarar o desenvolvimento da China de forma racional e objetiva.
Pequim procura que as fricções e divergências comerciais sejam tratadas de forma adequada, visando promover o desenvolvimento conjunto das relações económicas bilaterais. O ministro destacou que a cooperação deve basear-se no respeito mútuo e na procura de soluções técnicas para os desafios no comércio global, em vez de pressões políticas.
A China espera que a UE veja o seu desenvolvimento de forma racional e objetiva, trate adequadamente as fricções e divergências e promova conjuntamente o desenvolvimento das relações económicas e comerciais bilaterais.
Este movimento diplomático surge num contexto de crescente escrutínio sobre as práticas comerciais chinesas e investigações europeias sobre subsídios. A disposição de Pequim para aumentar as compras de produtos europeus é interpretada como um gesto para reduzir as tensões e garantir que o acesso a tecnologias críticas não seja restringido por decisões políticas de Bruxelas.











