Reeves promete mitigar impacto dos preços de energia
Reeves monitora o impacto do conflito no Oriente Médio na economia. Ela afirmou que o governo buscará proteger os consumidores de altas nos preços de energia.
A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, afirmou nesta quarta-feira que ainda é cedo para avaliar o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a economia britânica, mas garantiu que o governo fará o possível para atenuar o impacto dos preços de energia sobre os consumidores. Reeves destacou que a situação está sendo monitorada cuidadosamente por meio de diversos cenários.

Em depoimento a parlamentares, a ministra enfatizou a necessidade de cautela em relação a projeções econômicas.
Neste estágio, acredito que seria imprudente especular sobre qual seria o impacto na inflação, no crescimento ou nas taxas de juros.
Anteriormente, Reeves havia sinalizado que a inflação provavelmente subiria em consequência da alta nos preços globais de energia, impulsionada pelo conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Um oficial de previsões fiscais mencionou que a taxa de inflação britânica pode encerrar o ano em 3%, em vez dos 2% previstos originalmente, caso os custos energéticos permaneçam nos níveis atuais.
Ao ser questionada sobre a capacidade de financiar medidas de apoio ao custo de vida, como as adotadas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a ministra reforçou o compromisso governamental.
O governo sempre garantirá que faremos tudo o que pudermos para proteger os consumidores, mas também para garantir nossa segurança nacional como economia.
O primeiro-ministro Keir Starmer indicou a intenção de acelerar os gastos com defesa, enquanto Reeves afirmou ao Comitê do Tesouro que o país está em uma posição mais resiliente para lidar com choques externos do que em anos anteriores. Ela acrescentou que a oferta de suporte direcionado aos consumidores tornou-se mais viável atualmente.
No cenário financeiro, os títulos do governo britânico registraram quedas significativas desde o início das tensões no Oriente Médio. O movimento reflete a preocupação de investidores com o potencial aumento do endividamento público para proteger famílias e empresas da escalada nos custos de energia.











