CSN negocia venda da unidade de cimentos por R$ 10 bilhões
A siderúrgica CSN avança na venda de sua unidade de cimentos avaliada em mais de 10 bilhões de reais. O processo atrai grupos chineses e nacionais visando reduzir dívidas da companhia.
A Companhia Siderúrgica Nacional está avançando com o processo de venda de sua unidade de cimento, um negócio que pode ser avaliado em mais de 10 bilhões de reais. A iniciativa faz parte de uma estratégia ampla da siderúrgica para reduzir seu endividamento e otimizar sua estrutura de capital.
As negociações envolvem diversos players nacionais e internacionais. No Brasil, o interesse parte da Votorantim Cimentos e da J&F S.A., holding que também controla a processadora de carnes JBS. O ativo também despertou a atenção de grupos da China, incluindo a Anhui Conch Cement, a Huaxin Cement — que já expandiu sua presença em território brasileiro em 2024 — e a Sinoma International.

Fontes familiarizadas com o assunto indicam que a J&F estaria discutindo uma proposta de 10 bilhões de reais pela unidade. Por outro lado, a Votorantim avalia se participará do certame de forma individual ou por meio de um consórcio com parceiros estratégicos. Até o momento, as empresas envolvidas optaram por não comentar oficialmente sobre as negociações em curso.
O Diretor Financeiro da CSN, Marco Rabello, afirmou recentemente que a expectativa é concluir a alienação da CSN Cimentos até o terceiro trimestre deste ano. Além da unidade de cimento, a companhia planeja vender uma participação em seu braço de logística, com o objetivo de levantar um montante total que pode chegar a 18 bilhões de reais.
Para estruturar essas operações, a siderúrgica contratou o Morgan Stanley para assessorar a venda do controle da divisão de cimentos. Simultaneamente, o Bradesco e o Citigroup foram selecionados para atuar como consultores no processo que envolve os ativos de logística da empresa.








