BRB fica impedido de obter empréstimos com aval da União
O Tesouro barrou garantias federais ao BRB devido à crise fiscal no Distrito Federal. O banco precisará provisionar 5 bilhões de reais após transações suspeitas.
O BRB - Banco de Brasília S.A.[Symbol:{"assets":{"symbol":"BSLI3.SA"}}] está atualmente impedido de contratar qualquer operação de crédito que conte com a garantia do governo federal, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, nesta quarta-feira. A restrição ocorre em meio a questões fiscais sensíveis no Brasil[Country:{"assets":{"country":"BR"}}], especificamente relacionadas ao governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador da instituição. Ceron destacou que essa situação também impõe desafios para que o banco consiga garantir empréstimos mesmo sem o aval da União. O secretário, que também preside o conselho de administração da Caixa Econômica Federal, negou que a estatal esteja liderando qualquer iniciativa para aquisição de participação ou de carteiras de crédito do banco. > "Se o BRB precisar de suporte, ele não viria necessariamente de uma instituição financeira, podendo envolver o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras alternativas", afirmou o secretário durante coletiva de imprensa. A saúde financeira da instituição brasiliense está sob escrutínio após o Banco Central estimar a necessidade de mais de R$ 5 bilhões em provisões para reforçar sua liquidez. A medida é reflexo de transações consideradas questionáveis com o Banco Master, que foi liquidado pelo órgão regulador em novembro do ano passado. A liquidação do Banco Master ocorreu simultaneamente a uma operação da Polícia Federal que investiga a suposta venda de uma carteira de crédito fraudulenta para o banco de Brasília. Com isso, a instituição busca agora equilibrar suas contas e atender às exigências de capital diante do cenário de incerteza jurídica e financeira.










