China critica EUA por nova investigação da Seção 301
Pequim considera a nova investigação dos EUA sobre trabalho forçado um ato protecionista. O país pediu a correção das medidas e prometeu defender seus direitos.
O governo da China apresentou representações formais contra os Estados Unidos em oposição a uma investigação comercial sobre trabalho forçado. O Ministério do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que a administração americana está abusando da legislação para criar barreiras comerciais, classificando a medida como extremamente unilateral, arbitrária e discriminatória.
A reação ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos EUA ter iniciado, na semana passada, uma nova série de investigações sob a Seção 301. O procedimento envolve 60 economias e foca em alegadas falhas no combate ao trabalho forçado. Para Pequim, a ação representa um ato protecionista típico que ignora o ordenamento internacional em favor de leis domésticas.

"Os Estados Unidos abusaram mais uma vez do processo de investigação 301 para sobrepor a lei doméstica às regras internacionais."
"Pedimos ao lado americano que corrija imediatamente suas práticas erradas, encontre a China no meio do caminho e busque soluções por meio do diálogo."
O ministério declarou que acompanhará atentamente o desenvolvimento do caso e que adotará todas as providências necessárias para proteger seus direitos e interesses legítimos no cenário global. O porta-voz ministerial também defendeu a necessidade de consultas em condições de igualdade para a resolução de impasses comerciais.










