Alaska Airlines faz maior pedido de aviões da história com Boeing
A Alaska Airlines anunciou a compra de 110 novos aviões da Boeing, incluindo 105 modelos 737 MAX 10 e 5 787-10 Dreamliners, com opções para mais 35 MAX 10. Este é o maior pedido único de aeronaves da história da companhia, refletindo confiança nas melhorias de qualidade da Boeing.
Perspectivas:
A Alaska Air Group Inc. anunciou no dia 7 de janeiro de 2026 a compra de 110 novos aviões da The Boeing Company , marcando o maior pedido único de aeronaves da história da companhia aérea. O pedido inclui 105 jatos 737 MAX 10 e 5 Dreamliners 787-10, com opções para adquirir mais 35 MAX 10 no futuro. Esta decisão reflete a confiança da Alaska Airlines nas melhorias de qualidade implementadas pela Boeing após o incidente de 2024, quando um problema com o plugue de porta obrigou a companhia a manter sua frota de MAX 9 em solo. O CEO da Alaska Air Group, Ben Minicucci ben minicucci, afirmou que a companhia está determinada a competir com as "Três Grandes" do setor aéreo dos Estados Unidos e a se tornar a quarta companhia aérea global do país. O pedido de novas aeronaves faz parte de uma estratégia agressiva de expansão, que prevê o aumento da frota de aproximadamente 413 aeronaves para mais de 550 até 2035, incluindo novas rotas internacionais de longa distância para a Europa e a Ásia. A aquisição da Hawaiian Holdings Inc. por US$ 1,9 bilhão em 2024 e a unificação dos sistemas de serviço ao passageiro das duas companhias até abril de 2026 também são passos importantes nessa estratégia. A integração permitirá que a Alaska opere com um único certificado de operação, fortalecendo sua posição competitiva. O CFO Shane Tackett shane tackettdestacou que, caso a certificação do MAX 10 sofra atrasos superiores a seis meses, a Alaska está preparada para converter parte dos pedidos para os modelos MAX 9 ou MAX 8, demonstrando uma abordagem pragmática frente aos desafios de certificação da Boeing. Kelly Ortberg kelly ortberg, CEO da Boeing, expressou satisfação com o compromisso da Alaska, afirmando que a companhia aérea está "apostando suas fichas" na fabricante. A Boeing, por sua vez, foi autorizada pela FAA (Federal Aviation Administration) a aumentar a produção do 737 MAX para 42 jatos por mês a partir de outubro de 2025, após um período de restrições devido ao incidente de 2024. A decisão da Alaska Airlines de adquirir um número tão significativo de aeronaves da Boeing é um sinal claro de confiança nas melhorias de qualidade da fabricante e um passo crucial em sua ambição de se tornar uma força global no setor aéreo. As ações da Alaska fecharam em queda de 2% no dia do anúncio, enquanto as da Boeing caíram 0,75%, refletindo a cautela do mercado diante de um compromisso financeiro tão substancial.








