AfDB procura novos modelos face à quebra na ajuda externa
Líderes africanos reúnem-se na República do Congo para discutir a Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento. O plano visa mobilizar quatro biliões de dólares em capital institucional interno para colmatar o défice anual de financiamento de quatrocentos mil milhões de dólares.
O Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) deu início à sua reunião anual na República do Congo na segunda-feira, com o objetivo de abordar um défice anual de financiamento ao desenvolvimento de 400 mil milhões de dólares. A cimeira ocorre num momento em que a ajuda pública ao desenvolvimento global caiu 25%, para 174,3 mil milhões de dólares, no ano passado. Além disso, o encontro é ensombrado por um surto de Ébola na vizinha República Democrática do Congo, o que poderá limitar a participação. Para os investidores, a mudança de estratégia no sentido de mobilizar 4 biliões de dólares em capital institucional interno africano sinaliza uma rotação importante no financiamento de projetos no continente.
### Mobilizar Capital Interno para Compensar Cortes na Ajuda Os Estados Unidos lideraram os recentes cortes de financiamento ao braço de empréstimos concessionais do AfDB, forçando a instituição a procurar soluções internas. O Presidente do AfDB, Sidi Ould Tah, que assumiu o cargo em setembro passado, está a promover a Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento (NAFAD). Este quadro visa agrupar recursos fragmentados de fundos de pensões e fundos soberanos para financiar projetos de energia e infraestruturas.










